Histórias de Condutores

Cesar Oliveira

Cesar Oliveira

Analista Desenvolvedor

São Caetano do Sul/SP

Condutor Gasparzinho

Certo dia, um domingo depois das 22hs, voltando de Santo Amaro, precisei seguir um amigo que estava usando um aparelho de GPS (sei lá qual marca). Na época estava começando a vender o Iphone no Brasil e não era como hoje onde facilmente usamos o Waze ou Google Maps. Um caminho que deveria ser duas retas, o GPS nos levou a fazer um tour em São Paulo.

Passando em frente ao Hospital Sírio Libanês, paramos no semáforo e de repente vem um carro descendo a rampa do hospital em minha direção. Tinha certeza que o carro pararia no final da rampa e aguardaria o semáforo ficar verde e assim o transito caminhar. Eu estava com o pé no freio, total de 5 pessoas dentro do carro e porta-malas cheio de instrumentos musicais. O sedã preto que descia a rampa (não me recordo qual o modelo do carro) bateu na minha lateral direita, e mesmo com todo o peso do carro, viramos quase 180 graus. O susto foi muito grande, olhei para o lado e vi o vidro quebrado, minha esposa com alguns cortes e o carro cheio de pedaços de vidro. Perguntei a todos se estava tudo bem, todos responderam que sim. Logo eu que penso duas vezes antes de arrumar uma briga, não pensei nem por um segundo e saí do carro muito bravo com a pessoa que estava dirigindo o sedã.

Dei a volta no meu carro (amigos depois relataram que parecia que eu ia bater no motorista, e acho que na hora ia mesmo rsrs), cheguei perto do sedã e nada de alguém se manifestar. Abri a porta do carro furioso e o susto foi igual ou maior ao da batida, para minha surpresa o carro estava vazio. Isso mesmo, sofri um acidente por um carro sem motorista.

Por alguns segundos fiquei sem reação, afinal, em quem eu ia descontar minha raiva e susto da batida? Olhei para a entrada do hospital que ficava acima da rampa, abri os braços e gritei em direção a muitas pessoas, esperando que alguém respondesse: "Oww!!!". Não tinha palavras pra descrever a mistura de susto e surpresa.

Resumindo a história, o carro era do atual Ministro da Justiça que parou na rampa do hospital e esqueceu de puxar o freio de mão. Como o carro era blindado e muito pesado, o mesmo ganhou força na descida da rampa e bateu forte em meu carro. O ministro assumiu toda a responsabilidade, acionou seu seguro e pagou as custas medicas para exames da minha esposa que havia batido fortemente a cabeça.

Por fim, depois dos exames fomos para casa sem nenhum problema de saúde. Entretanto, o carro deu PT.

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